As coisas da internet e a Internet das coisas

Quem aqui, 10 anos atrás compraria algum produto pelo celular, eu me lembro que nesta época as pessoas que compravam pelo computador (desktop) eram chamados de Earlier Adoptar [termo em inglês para pessoas que aderem cedo a uma tecnologia ou tendência]. O IPhone, que foi um grande marco nesta mudança, só foi lançado em 2007 e no Brasil, oficialmente, somente no final de 2008. Ok, já existia muita coisa por ai, as empresas já utilizavam Blackberry, a Nokia tinha um ou outro celular bacaninha, a Microsoft tinha um sisteminha operacional para celular e assim por diante, mas a Apple mudou tudo com o IPhone. Depois disso, o Google lançou o Android que rapidamente se tornou líder mundial como Sistema Operacional para celulares e afins, a Microsoft também correndo atras deste mercado comprou a Nokia e lançou o Windows Phone. Tudo mudou neste mercado.

As vendas pelo celular vem crescendo na casa dos dois dígitos, as empresas olham para este cenário e estão a sua maneira tomando ações ou tem planos para agir no mundo Mobile em seus negócios, até as B2B que tendem a ser mais tradicionais estão fazendo isso. No mundo B2C é comum em uma conversa de bar, um toca em um assunto sobre um produto ou uma “promoção” o outro saca o celular, acessa o site na hora e quer efetuar a compra imediatamente e, muitas vezes, quando o site ou app não está preparado para isso, perde credibilidade e oportunidade de negócio. Isso não é mais um desejo uma tendência de futura, é um fato, obrigação das empresas para se manter no mercado.

No início dos anos 2000, liderei um projeto de RFID que foi revolucionário para a época, desenvolvemos alguns hardwares, fizemos parcerias com empresas do Vale do Silício e mesmo assim, foi um projeto complexo e único, hoje as coisas estão cada vez mais fáceis para inventores em suas próprias casas. Um exemplo: o projeto Arduino, que vem revolucionando o mundo do hardware com um projeto aberto onde com partes de hardware no formato OpenSource, vem ajudando inovadores a criarem coisas incríveis. Desde Impressoras 3D, robozinhos espertos até casas e prédios inteligentes, ou seja, onde a imaginação levar, é isso abre um leque gigantesco. É um cenário bastante interessante.

Tudo está ficando “inteligente”, a própria Apple está finalmente lançando seu SmartWatch (Relógio Inteligente) que começa a ser vendido em Abril, mesmo já existindo uma série de relógios inteligentes, este é um lançamento muito esperado, pode ser mais um marco. Já existe no mercado refrigeradores conectados a Internet, TVs então, é difícil encontrar uma que não seja “smart”, carros, casas, com sistemas de segurança e cameras na Internet. Indo mais além, existem projetos de cidades onde o asfalto e as paredes dos prédios são inteligente, roupas especiais, algumas para ajudar em doenças como epilepsia, sapatos, entre milhares de outras invenções que estão tornando a internet um ambiente muito mais complexo e cheio de oportunidades.

A estimativa de crescimento e gigantesca, segundo a Cisco, a estimativa é de que até 2020 tenhamos mais de 50 bilhões de “coisas” conectadas a internet, e hoje estamos em menos de 20 bilhões, as coisas da internet estão se apresentando como uma oportunidade significativa, mas ter as coisas conectadas na internet não é o suficiente, de que adianta ter informações relevantes, ter potencial e não ser aproveitado. Hoje, a Asia, que tem hoje o maior % de comunicação entre maquinas, tem cerca de 40%, a America latina fica com cerca de 7%, até os EUA está com menos de 20%, ou seja, temos um potencial a ser explorado.

A medida que estas coisas, começarem a comunicar-se melhor entre si, começarão a deixar de ser somente coisas da internet. Eu acredito que este tema não é somente mais uma inovaçãozinha do mundo tecnológico nem mais um conceito genérico ou algum nome bonito criado para dar ênfase a algum tipo de mudança que é mais do mesmo, é algo muito mais profundo e radical do que tudo que temos vivido nestes últimos anos, mas para que as coisas da internet tenham realmente impacto na vida das pessoas, na dinâmica das empresas e em seus lucros, precisa deixar de ser as coisas da internet e passe a gerar resultados, comunicando-se entre si, gerando valor e se tornando efetivamente a Internet das coisas (IoT).

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